Do design ao sucesso, resumo da apresentação patrocinada pela Agropharm no Farmaforum - Cannabisforum 2023
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Miguel Pinto, CEO e Lab Planner da Pharma Arquitetos, é o moderador deste painel.
Índice
Como se organiza o design de um projeto de canábis medicinal?
Juan Antonio Márquez, diretor do Gabinete Técnico da Agropharm Projects:
A Agropharm, como integradora de projetos, organiza primeiro as necessidades do cliente. Depois, procuramos uma solução cujo design responda aos desafios do cliente e, a partir daí, colaboramos com diferentes empresas para chegar a um design final.
Juan Carlos Jiménez, diretor comercial da Ridder:
A Agropharm fornece-nos informação e nós propomos, com base nas nossas soluções técnicas, equipamentos adaptados às necessidades do projeto, partindo da informação, dos equipamentos e da estrutura que a Agropharm já desenhou.
Roberto Español, diretor técnico de Life Sciences da Trescal:
Uma vez estabelecido e aprovado o design nas fases iniciais, define-se um enquadramento que garanta a repetibilidade e a reprodutibilidade do processo, bem como a segurança e a eficácia do próprio produto.
Partimos do princípio de que o projeto é uma entidade dinâmica que sofre sempre alterações. É essencial compreender os riscos que se vão encontrar nas fases de produção e como os abordar para garantir a segurança e a robustez do projeto.
Raúl Fernández, engenheiro de projeto da Labsom:
Somos especialistas no design da área GMP de instalações de produção de canábis em colaboração com a Agropharm. O mais importante é ter um objetivo específico e conhecer os fatores limitantes.

Figura 1. Participação dos colaboradores nas várias fases do projeto.
Miguel Pinto, CEO e Lab Planner da Pharma Arquitetos, colocou a segunda pergunta:
Em Portugal, 70-80% dos projetos fracassam antes de começarem.
Quais são os fatores que determinam o sucesso de um projeto?
Juan Antonio Márquez, diretor do Gabinete Técnico da Agropharm Projects:
Há dois fatores fundamentais: a definição precisa do projeto e a colaboração entre empresas.
Juan Carlos Jiménez, diretor comercial da Ridder:
Para nós, o sucesso significa a satisfação do cliente. Ter a capacidade de monitorizar e saber exatamente o que se passa com a cultura 24 horas por dia é uma ferramenta poderosa e excede em muito as expectativas.
Roberto Español, diretor técnico de Life Sciences da Trescal:
Ser capaz de prever e controlar futuras potenciais variações do processo em resultado da evolução e da manutenção do processo de produção.
Raul Fernández, engenheiro de projeto da Labsom:
As chaves do sucesso são a confiança e a comunicação entre os colaboradores, a clareza nos objetivos e ter um “gestor” que tome decisões.

Figura 2. Fatores-chave que levam um projeto ao sucesso.
Quanto tempo demora a concluir um projeto de canábis medicinal, do design à entrada em funcionamento?
Juan Antonio Márquez, diretor do Gabinete Técnico da Agropharm Projects:
É difícil estimar prazos exatos. Alguns clientes têm uma visão clara e conseguimos arrancar com o projeto em 2 ou 3 meses. Quanto à construção, intervêm vários fatores, como as condições meteorológicas, o stock de materiais, etc. No entanto, para um projeto padrão, demoraria normalmente entre 10 e 12 meses, consoante o âmbito do projeto.
Juan Carlos Jiménez, diretor comercial da Ridder:
O projeto em si pode dividir-se em várias fases:
Fase preliminar: abrange o estudo prévio e, em condições normais, o projeto pode ficar definido em 1 mês.
Fase de formulação e produção: consoante a complexidade, pode demorar cerca de 3 meses.
Entrada em funcionamento: inclui todas as atividades de arranque, exceto a concessão final da potência elétrica (que permite que todos os equipamentos funcionem em simultâneo), a qual marca a data final do processo.
Roberto Español, diretor técnico de Life Sciences da Trescal:
Quando o projeto está em curso, entra a Trescal. A duração varia consoante a dimensão da empresa e o grau de normalização do processo, mas costuma demorar entre 1 e 2 meses planear como serão abordadas as qualificações. O que mais prolonga o calendário é a formação dos operadores, pois, quando a empresa certificadora deixa de estar envolvida, são os operadores que controlam a qualidade do processo. Esta formação pode durar entre 2 meses e 2 anos, consoante a experiência prévia do pessoal.
Raul Fernández, engenheiro de projeto da Labsom:
Desde o início do projeto até à execução, pode demorar entre 6 e 18 meses, consoante o âmbito do projeto e de o ter bem definido com antecedência.
Juan Antonio Márquez, diretor do Gabinete Técnico da Agropharm Projects:
Convém salientar que a maioria das tarefas se sobrepõe. Em geral, todo o projeto dura normalmente cerca de 2 anos.

Figura 3. Cronograma das empresas para o desenvolvimento do projeto.
Agradecimentos:
- Eugenio Pérez de Lema, diretor do Farmaforum.
- Marcos Muiños Docampo, coordenador e gestor do Farmaforum.
- Marta Rodríguez Vélez, coordenadora de conferências do Farmaforum.